Como nós podemos nos descobrir na textura e na pele de outro? Se o outro é também a lente de como nos vemos, o sentir o “outro” é como imergir em nós... dilemas existenciais que nos escapam sutilmente diante do cotidiano trivial.
A vida é também prosaica, nem sempre é poesia, filosofia e música...
Ah, porém são nesses momentos finitos, perdidos num quarto temático qualquer que a vida rende uma beleza impressionante... feita de carinho, êxtase e profundidade temporária. A liberdade em estado pleno, livre da má-fé e dos descaminhos que a não capacidade de escolha pode nos levar.
Nos últimos dias, sucumbi-me ao desejo, ao carinho e ao êxtase... o que posso mais querer da vida????
(...)
“No interstício do seu corpo encontrei as águas calmas para mergulhar todos os meus sentidos...”
02 de agosto de 2009.
Elisa Morsel

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