terça-feira, 14 de setembro de 2010

O intrigante mundo insignificante da vida

Sentada no bidê seus olhos escorriam pelo tapete do banheiro. O vermelho e o azul das flores pálidas são os atalhos para seus devaneios. A pressa da formiga, a eterna serva, a enerva, e dá o movimento ao pequeno-grande espaço.
“Vou matá-la!!!” “De onde ela veio para aqui atravessar?” “Se chegou por aqui, no banheiro, imagina o que aquelas patinhas carregam?” “Germes e bactérias e tudo aquilo que não consigo imaginar, porque imaginando vou tendo mais asco de estar ali, olhando pra ela, passeando sobre o tapete...” “Mas, matá-la, só vai consagrar a minha superioridade e nada mais. Meu dia continua e o dela não.” “Mas vale a pena a vida dela? Uma chinelada resolveria a questão...”
E não resolveu... ela continuou com a dúvida: quem era ela?
Elisa Morsel